11.4.14

 
Projétil de vida


A arquiteta Lordinha Siqueira recebeu amigos para celebrar seu aniversário com um jantar em sua casa no fim de semana, no Jardim Europa.

A sem-teto Loquinha Silveira recebeu mendigos para fumar pedra debaixo do seu viaduto, no Jardim África.

O banqueiro O. Lavo Setubal e sua mulher, Nádia de Nada, abrilhantaram o evento, que teve ainda a atriz Zelda Deflashy, que pipocou as lentes dos fotógrafos.

O bancário O. Sem Nome e sua rapariga da zona, Tudete do Cachimbo, também colaram na quebrada, provando de novo que o bagulho é o louco, o processo é lento e os penetras não pagam.

Deysinha Rosa Shocking e seu marido, Cornomâncio Amado, deslumbrantes a bordo da limusine branca, arrasaram na festa e roubaram a cena.

Deusina Preta e Armando Ódio, seu comparsa de venda de pó, não roubaram nada porque nada havia pra ser roubado.

Os convidados estouraram várias garrafas de champanhe.

Os trutas chegaram, estouraram os miolos de todos e mostraram que pobre não deve ficar dando uma de rico.

 
Seleção natural


“Se você for admitido, quais serão seus primeiros movimentos?”, provoca o gerente de RH.
“Esquizofrenia múltipla”, diz ele encerrando a entrevista.

31.3.14

 
Selfie sofre


Todo selfie
tem seu lado
sell fish
e
selfish.
Todo selfie
sofre.

22.3.14

 
Os postes


Nossos não-pescoços amarrados com cobre enforcando os pobres nos postes são odes que cantam tudo o que o podre poder pode.

A não-justiça que fazemos com nossas próprias mãos são meros grãos de seres não sãos diante do estado que o Estado nos deixa.

A Rota que não seguimos arrota a arrogância de nos sabermos imunes a essas tortas veias aortas que cataratam nosso não-sangue ianque até que estanque.

Nossas cidades-luz, no auge dos apagões de humanidade, nos conduzem à Idade das Trevas que ilumina e extermina esses negros seres de vidas apagadas.

Jogar luz sobre eles, pregá-los na cruz ou banhá-los de pus é o dever que cumprimos com o orgulho de ver menos um dos não-nossos querendo atar-se entre nós.

Entre os fios e meio-fios pelos quais nossos filhos não passam, fia-se a ordem da desordem que esses covardes mordem até asfixiarem-se.

Clareados por esses postes, enxugamos o suor dos linchamentos, enxergamos o ponto de fuga e sugamos da justiça a luz que nos sangra e cega.

28.2.14

 
O olho ruim da Ritinha


Mirou, fitou e viu.
Tapou o olho ruim com a mão e fez o bom confirmar.

“Pai, por que o menino tá amarrado no poste?”
“Qual poste, Ritinha? Num tô vendo nenhum menino.”

Ritinha acreditou, ainda que os caras que amarraram o moleque saíssem correndo e tropeçassem nela.

Mais à frente, vê – na certeza do olho bom – dois rapazes de mãos dadas. Eles se beijam. Que fofinhos, ela pensa. Pensamento interrompido pelo careca que quebra uma lâmpada num deles, que cai desmaiado.

“Mãe, o rapaz fez algo errado?”
“Não tem nada errado, minha filha. Ele só tá dormindo.”

Ritinha começa a duvidar se o olho bom que enxergava essas coisas estranhas era bom mesmo, ou se o outro, que via só vultos, era melhor.

À noite, só pensava nisso.

Foi pedir pra dormir com os pais. Abriu a porta e viu a mãe pelada com um cara pelado. Fazendo um troço esquisito. E o pai filmando tudo.

Só faltava isso pros pais porem pra sempre um tampão no olho bom da Ritinha.

O olho que, na visão dela, não era tão ruim assim.

12.2.14

 
Idade das Trevas


A violência é amarrada a poste e dá à luz a um lindo casal de gêmeos: o linchamento e a ignorância.

31.1.14

 
Eu te amo


Hoje, quando acordei e vi remelinhas cor de sonho de padaria ladeando seus olhos como brincos de madrepérola, lembrei que eu amo tudo o que deixa seu rosto mais atraente.

Fui ao trabalho pelo caminho de sempre, que eu amo porque pega todo o trânsito da Rebouças, e notei como sou feliz por ter um emprego que não tem nada a ver com a minha faculdade, paga mal, seja a 30 quilômetros de casa, mas me permita conhecer 11 bairros.

Nestes últimos meses então, nem se fala. É apaixonante ver como os black blocs são entusiasmados e como a polícia dialoga com eles de forma tão carinhosa. Eu amo de paixão essa mistura exótica de tribos.

No almoço, lembrei muito de você. Comi um feijão com arroz divino, que só meu querido e amado Zé do Boteco ousa fazer.

Tive um problema atrás do outro, mas, como você sabe, eu amo desafios.

Mal podia esperar pra voltar e ver você de novo, ainda que nem tenha me notado há horas.

Porque tenho uma coisa importantíssima pra falar. Que nunca disse a ninguém.

Eu te amo.

20.1.14

 
Reinaldo Milhão - Leiloeiro oficial


O que dizer desta peça, senhores?
Peça única, senhores, que está aqui se oferecendo por um preço, eu diria...
− 100 mil.
Quase aviltante, senhores. Mas é claro que, entre os ilustres presentes, todos hão de reconhecer...
− 300 mil.
Que, sem dúvida alguma, trata-se de uma peça ímpar, senhores. Exemplar na forma, lapidar no processo de criação e acabamento. E de uma beleza tão rara, mas tão rara que se eu mesmo, senhores, tivesse a fortuna que os trazem aqui...
− 600 mil.
Certamente não hesitaria em pagar, digo melhor, investir o valor máximo...
− 750 mil.
Neste que mataria de inveja o mais refinado colecionador do mundo.
− 950 MIL.
Esta peça, senhores, está aqui na frente nesta oportunidade imperdível esperando só os momentos finais...
− 989 MIL.
Para que possa ser arrematada e exposta em museu, praça pública ou onde o feliz proprietário desejar. Embora, pudesse eu ter ainda algum desejo, preferiria ser...
− UM MILHÃO!
Fechado! Estupendo negócio, senhor. Pode atirar.



31.12.13

 
Facevida


Lu tava na rua Direita ontem. É uma moça direita, sem dúvidas.

Paulo instagramou o 10º prato de caviar da semana. Ah, as promoções dos sites de compras coletivas.

Tati levou o filho pra Disney. O menino riu abraçado ao Pateta. Teve 379 curtidas e 4 joinhas. Eles devem ter curtido.

O João foresquérou que foi ao Tribunal de Contas ontem e nos últimos 364 dias. Deve ter muitas contas pra pagar.

Mike tenta manter a concentração no trabalho, entre uma tindada e outra.

Ka só posta fotos de bichinhos. Mas é uma fera.

A Dani tá sempre com fones de ouvido nos aplicativos de música. Melhor que as broncas do chefe.

Rino critica tudo dos amigos. Só para no 10º “Seu burro! Eu não vou mais discutir com você”.

Zé não é de direita. Nem de centro. Ou de esquerda. Perdeu sua direção no Google Maps.

Jana curte tudo de todo mundo. Um dia ainda vão curti-la.

Si adora postar roupas de biquíni. Seu marido goza vendo os comentários.

Jô é, é, é... Uma incógnita.

E eu, eu, eu... Ia fazer alguma coisa. Mas esqueci.

15.12.13

 
Nota de Repúdio


O Secova (Sindicato do Compartilhamento da Vida Alheia), como representante máximo do setor, expressa sua absoluta indignação ao ter seu nome caluniosamente citado em gravação de conversa entre fiscais da vida alheia.

Nas supostas conversas, o presidente da entidade é acusado de ser honesto, bom pai, bom marido, de ter reputação ilibada, de ir à igreja todos os domingos, de dar 50% do salário para crianças carentes e até − pasmem, senhores  de doar o próprio sangue a desconhecidos.

Tais fatos são improcedentes!
A bem da verdade, ele é corrupto, negativo e infeliz o bastante a ponto de desejar a desgraça de todos.

Sua felicidade (sim, ela existe), é torturar os fiscais até extrair a última gota de lágrima deles, pelo simples prazer de fazê-los sorver esta gota e recomeçar tudo.

Resumindo: ele partilha vidas para compartilhar a morte.

O Secova está tomando as providências cabíveis no âmbito da Justiça para que a verdade seja revelada.

E para que o mal impere pra todo o sempre.

10.11.13

 
A fundação de si


Crê ser melhor rebaixando-se com a pior.

9.11.13

 
Teleguiado

Drone nenhum refaz o que 
está done.

3.11.13

 
Homem-seta


O homem-seta aponta a todos
a certa seita que não acerta em si.

20.10.13

 
Fran dá entrevista


Ela, a safada, a idiota, a Geni da vez ou o meme do momento, entra e senta. A plateia urra. O Ibope dá pirueta. A apresentadora aplaude.

Está cabisbaixa − ué, não tá feliz por bombar na internet? Não vai aproveitar a “fama”? Posar pra Playboy? Lançar uma autobiografia não autorizada ou lojas de sex shop?

Apresentadora: “Você esperava todo esse sucesso?”.
Fran: “Não espero mais nada”.

Apresentadora: “Você o amava?”.
Fran: “Eu me odeio”.

A plateia aplaude. O Ibope dá um duplo twist carpado. A apresentadora ouve no ponto que deve passar do ponto.

Apresentadora: “Mas então... Por que você deu... O seu ‘precioso’ (fazendo OK com a mão) pra ele?”
Fran: “Me entreguei sem esperar nada em troca”.

O diretor quer ver ela chorando, a plateia sorrindo, o Ibope gargalhando.

Apresentadora: “Tá engolindo bem as piadas?”
Fran: “Perdi a fome de viver”.

O diretor reprisa o vídeo dez vezes.

Apresentadora: “Fran, te amei. Ótimo ver que tá tudo OK com você”.


Fran ia responder, mas entram os comerciais.

6.10.13

 
Late, fundiário


Do tipo que vê duas retas paralelas
e faz um arame farpado.

26.9.13

 
Sinsinata
(Como construir a personagem perfeita em um minuto)


Não vá até ela.
Ela o encontrará.
No metrô, por exemplo.
Em princípio, alguém comum.
Com roupas “do povo”; uns diriam.
Tem seus 50 anos e é baixa e feia (o que não importa).
Nada que a diferencie do tsunami do povo.
Mentira: há um detalhe.
Imperceptível a todos; menos à sua mente psicótica que pensa em temas correlatos.
Não deveria pensar, mas pensa.
Ela meneia a cabeça microssegundamente pra cima e pra baixo.
O que quer dizer isso?
Nada.
Porém, esse cacoete é gritante pra você.
E pior: não só físico.
Como se ela dissesse sim pra tudo.
Pra suas perguntas imaginárias e praquelas que não quer imaginar.
Ela suga seu olhar.
É a personagem ideal pra sua história; embora não tenha uma ainda.
Chama-a de Sinsinata: um nome perfeito.
Em 50 segundos não precisa saber mais nada dela. Nem deseja.
Mas antes de seguir seu caminho, sua mente psicótica (de novo) nota, nos olhos dela que o veem agora, que há uma coisa que ela recusa.
E que você nunca vai descobrir.

7.9.13

 
Votos secretos


Entre desejos e dejetos, escorrem secretos decretos que recheiam esgotos rotos de nos enganar.

Os que nos esganam com suas cálidas gargantas profundas de silêncio soltam arrotos de ética que se esticam até a linha tênia de barrigas retoalimentadas pela corrupção.

Vossos atos e desacatos eclodem lavas e lamas com as quais se livram de presidiárias, reinam nas cadeias do poder e nos barram de nós mesmos, impedindo de sermos ser e pedindo que sejamos servos de mandatos alheios.

Perdidos entre as PECs e os pecados das Vossas Excelências, proclamamos passeatas contra as independências vossas e as fossas nossas. E nos deprimimos com a injustiça que nada vê e tudo revê pelos olhos remelentos da burrocracia e pelos ouvidos surdos aos berros e erros do povo.

Povoaremos plenos este plenário um dia?

Seremos nação sendo maioria minotária?

Nossos vetos são que vossos protestos de sucesso redundem em franco fracasso.

E nossos votos são de que um dia voltemos a si.

6.9.13

 
MINICONTO
SETE ANOS


Órfão
Como cheguei até aqui
AplauS.O.S.
A incrível arte que eu não tenho de cantar junto uma canção que está tocando no rádio
Cada um tem seu par
A venda
Derrota
Debatendo a cara pra bater
Amuleto de mim
A neurolingüística da casa de papelão
Ex-tamira
Rio
Brasília
Feriados
O silêncio é a gente mesmo demais
Cemitério
Networking
Como é que chama isso aí sem nome?
Receita para um natal feliz
Ano novo, vida velha
Sérgio Sampaio
Sérgio Sampaio II
O prelúdio do dilúvio
Carência
Eu mereço coisa melhor
Três Carnavais
I - Escola de Samba Unidos da Desunião
II – Bandeira branca
III – É carnaval em Salvador
O dia em que o Sol sair de novo
Soberba
Você acha que consegue me cansar?
Aeroporcos
Que qui cê tem de goró aí? Porque eu não preciso beber pra ficar alegre
“Desvio para o vermelho”
“A minha casa é uma caixa de papelão ao relento”
Roteiro turístico
Bem imóvel
Fudeu!
A etérea esterilidade do meu desejo eterno e efêmero
Carrinho de batida
Casamento II
Casamento I
Casamento 0
Rádio-relógio
Depressão geográfica
PARE DE SOFRER!
Presença de espírito
A queda
Japonês-Hilux
Aeroporcos II
Ônibus
Serpentinas em luto
Equação
A volta da Manu
A volta (ou A vida não é Algodoal)
Sua saudade não vale um cartão da Telemar
O copo
"Vim buscar tudo o que é meu"
O manto úmido da saudade
Recado
Cartão de crédito
“Cai no areal e na hora adversa”
“Doce de sal”
Amostra da mostra
Janela
Finados
Banheiros do Ó
Olhos de ver
Futuro
Cela de menor
Destaque do mês
Batida
A gente não tem natal
Nós somos os seus piores pesadelos
Vamos matar logo esta saudade
Marca
Azulejos
PF & Cia.
Comida
Oração
Normalmente
Horizonte
Horário de verão
O segredo
O segredo II
São São Paulos
Achei que você teve certeza de que tivesse me visto
Contramão
Dengue
1° Encontro Internacional de Desencontros
Casais
Horóscopo
MATA!
Teledoença
Onde se lê
TÁ ASSUSTADO?
Sem miniconto(s)
Não converso com estranhos
Vasos comunicantes
O ganhador
Nascimento
Zuz
Academia da Berlinda*
Sim para não
Operação Solta e Agarra
Batmãe
Essa onda diet que emagrece a vida
Malabares no ar
Olimpíadas do fracasso
Supersuperficial
Encontro
Minicontos fraseados
Guarde você pra mim
Bora pra Borá
Tato tem memória
Ingressos e críticas
O dia em que São Paulo parou
Postinor
Telemarketing
Empregadice
Minicontos fraseados II
Deu tudo certo até começar a dar errado
A gente não se bate muito
A Bienal hoje é um tobogã de emoções
Caixinha de natal
Quando a cama quebrou
Presente de natal
Xadrez de olhar
O que você vai fazer da sua vida agora?
Miséria
À Judas
Melhora
O pedido
O pedido II
11 Pontos de alagamento
O X da xenofobia
O complexo caminho das lágrimas
Ex-comunhão
Os suicidas hereditários
O mundinho pequeníssimo do sr. Ínfimo
Aumento
Inverdade
LAVAMOS
Quer sair?
Há coitados açoitados no trem
Pandemia
Elevador
Nossa igreja está crescendo
Retiro espiritual
Açougueiro de luxo
A testemunha
O cheiro do seu cabelo
De onde a gente parou
En(trave)
Atos secretos
A liberdade que eu tenho pra sonhar
Essential things of Brazil
Vagantes
O povinho do pacote
Lembranças escurecidas pelo tempo
Palavras cruzadas (correção)
O medidor de palavras
Desfile
Minicontos fraseados III
Malabares no ar II
Malabares no ar III
Morte deliveri
Minicontos intitulados
Na falta de um bom título
Durante o meio segundo que você leva pra desviar o olhar
Hérnia de disco
A edícula do inferno
"Abacaxizinho de Natal"
Vaca homeopática
11 Pontos de alagamento II
Essa doença
Essa doença II
20 anos depois
A construção da destruição
"Mendigos serão sempre necessários"*
São Paulo Féchiom Uíqui
Absurdamente feliz!!!!!!
Prometeu acorrentado
Noite quente pra sonhos fumegantes
Figurantes principais
(Só)lilóquio
A vida nova que você me deu
“A tua santa tá querendo te enlouquecer"
FILOSOFIA DA EMPRESA
Queria o quê?
O desfragmentador
Ressonâncias magnéticas e eletrônicas
Não há mais paisagens no fundo do mar
Não é por aí
Só ao redor de si
“Vanessa, tire o véu da inocência”*
Supra-sumo
A falsa tranquilidade da chama da vela enquanto o Vento não vem
Defesa imundológica
So(i)sLaio
A cor do derramamento
Val-de-Cans
Vim buscar tudo o que é meu II
Fio narrativo
O abraço do taxidermista
Hidrografia do corpo
Tópy Méloddy
Bíblia
O colecionador
Banquete na Nova Higienópolis
ESTREIA OFICIAL DO MINICONTO - LADO B
Megaplégica
Cela de menor II
Agora eu me sinto assim
Vendem-se (no estado em que se encontram*)
Prometo ser fiel
Finados
A sombra da minha sombra
Leviatã pra viagem
“Dos seios de ‘Juliana’ ainda jorram leite”*
Parada de Lucas
MakLeys Cabeleireiros
11 Pontos de alagamento III
Luzinhas
Lugares
O poeta n.° 2
Lixo extra e ordinário
Ingrato grão
Ré-nuncia
VirtuAll
Refundação do abismo
Movimentos Mínimos para Deslocamentos Curtos (MMDC)
Busca e apreensão
Patologia do trato genital
Japão em 5 Tempos
I – Terremoto
II – Tsunami
III Radiação
IV - Comboio decasségui
V – Os que sobramos
Pessoa do povo
O alvo é a paz
Família feliz (vende-se)
Brincando de devassa
Brincando de Bukowski
Natal polar
Bulingui
Dia dos Namorados
Ponha um pouco mais de de-li-ca-de-za
Vazamento de vida
Verniz saje
VAI!
Construdestruição
Construdestruição II
Captação híbrida
Isso
Programa de índio (ou Quase um Minifato)
Procura(dor)ia
UFC no metrô
Vida encapsulada
Morte Futebol Clube
Minicontos fraseados IV (Retrospectiva dos 5 Anos)
Minicontos intitulados II (Retrospectiva dos 5 anos)
Minicontos fraseados V (Retrospectiva dos 5 Anos)
Exercício diário de desapego
Minicontos fraseados VI (Retrospectiva dos 5 Anos)
Lixo hospitalar
Texto proibido para quem ainda tem esperança
Órfão II
Cracrolândia espalhada
Titanic mon amour
Buquê SP
Palace 3
Cerveja-almoço
Copromancia
Buquê SP II
Vá-te!
A menor roda gigante do mundo*
Quando a lágrima é maior do que a capacidade
Aí Cai
Paleontólogo amador
Tudo certo
Anonimato dos afetos escondidos
Razão-Ração
Greve no metrô
Ponto cego
Libertadores (Uma final à la timão)
Transformação
Autobiofagia
Ufa(!)nismo
NÃO10000000000000000000000000000000000000000000000000000000001
UHUlysses
Moeda de troca
Ré-curso
E-books, e-readers e e-erros
Ali os alicerces de Alice
Maison Favelas de Fogo
Drible do vácuo
dEXtinoBora pra Borá
Realize (Móveis Planejados)
Brinquedinho de armar-amar-matar
Finados
VEJA o homem da cabra
Cidade Execução
Reacionariozinho Bonsai
Conflito de gerações
Passar o Passat
(Em)possai!
Fim do mUNDO
Alternativas para escrever um conto de Natal
Ponte de safena
Sem tópico
Horroróscopo
Cricrítica
A fundação da cidade
UFC Romênia
Aluada I
Aluada II
Tá Tu
Passageiro
Desperta!
Ré-cear
Que bom quando você deixa uma boa impressão
Hai quase
Entrevistas de desdesemprego
Aliteração gastronômica
Parto partido
G(PS)
Noticiário
Heróis com heroína
Temporal
Seguro Total Ltda.
A mão do Papa à mão de Dilma
Fragrante
Capitu lar
Microrresumo de um provável miniconto
Casal moderno
Dialética da xenofobia crônica

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